terça-feira, 8 de maio de 2012




Insónia
 

Conheço a rotina noturna,
Tal como é certo a Lua
Dançar no manto da escuridão    

Na melodia das estrelas.
Uma insónia que perdura
Na neblina da noite,
E permite na maré dos sonhos
Criar um exército de palavras
Que caminham ao abismo
Desta alma.

Nesta insónia constante
Encontro a utopia primaveril
De teu corpo, uma ansia que deve terminar,
Uma ligação a quebrar.
A metamorfose de sentimentos
Traz-me a libertação da áurea
Perdida, e no relógio da vida
Procuro a dança do sono
Para na linear barreira da Fado
A aurora encontrar.


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