No silêncio da queda
De uma gota de água abandonada
Flui serena e leda
A corrente de sentimentos torturada
Que mantenho capturada
No interior da vereda
Que conduz sombriamente
Ao espelho da alma, agora tão diferente.
Trago os olhos húmidos de emoção,
Uma lágrima incontida vinda do coração
De quem a tão poucos se deu,
E na habitual solidão da noite
Mais um ponto de luz se perdeu,
Somente a tua respiração
Torna a gélida escuridão
Na sinfonia serena de ilusão
Que apazigua este tormento.

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