sexta-feira, 15 de março de 2013

No Silêncio Deste Tormento



No silêncio da queda

De uma gota de água abandonada

Flui serena e leda

A corrente de sentimentos torturada

Que mantenho capturada

No interior da vereda

Que conduz sombriamente

Ao espelho da alma, agora tão diferente.

 

Trago os olhos húmidos de emoção,

Uma lágrima incontida vinda do coração

De quem a tão poucos se deu,

E na habitual solidão da noite

Mais um ponto de luz se perdeu,

Somente a tua respiração

Torna a gélida escuridão

Na sinfonia serena de ilusão

Que apazigua este tormento.

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