terça-feira, 13 de setembro de 2016

Do papel à vida

As palavras voaram
A partir do momento
Em que se entediaram
E fugiram….com o vento!

Deixei o papel
De imaginações vorazes
E fui viver a pincel.
A cada pincelada
Mostrei que somos capazes
Nesta estrada
De tornar o cruel
Em mel,
Mas sempre perspicazes
Que a virtude faz os audazes.

Foi o vento
Ou foste tu?
As aventuras ficcionadas
De alheamento
Mas de puro alimento
De alma
Transpuseram-se para além de imaginadas.
São agora vida na palma,
São vivências
Dignas de serem congeladas
Na ausência do mundo
Mas na presença do nada
E numa história que traz a consciência
De que é possível ser revelada
Uma felicidade,
Imaculada,
No silêncio cativante de dois corações.

Perdura a amizade
Num amor pelo outro,
E não a qualquer outro,
De ter a ansiedade
De partilhar
A autenticidade,
Que cada caminho já demarcado
Brota, mostrando a formosura
De algo outrora já destinado.

Uma continuidade
De amor, diferente…
Ousado no presente
Mas igual ao que tantos
Pedem à divindade,
E somos pedaços de um eloquente
Momento, que trouxe à vida
Uma história para sempre na dúvida
Mas escrita com a certeza,
De querer,
Ser,

A pura beleza.



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