Do papel à vida
As palavras voaram
A partir do momento
Em que se entediaram
E fugiram….com o vento!
Deixei o papel
De imaginações vorazes
E fui viver a pincel.
A cada pincelada
Mostrei que somos capazes
Nesta estrada
De tornar o cruel
Em mel,
Mas sempre perspicazes
Que a virtude faz os audazes.
Foi o vento
Ou foste tu?
As aventuras ficcionadas
De alheamento
Mas de puro alimento
De alma
Transpuseram-se para além de
imaginadas.
São agora vida na palma,
São vivências
Dignas de serem congeladas
Na ausência do mundo
Mas na presença do nada
E numa história que traz a
consciência
De que é possível ser revelada
Uma felicidade,
Imaculada,
No silêncio cativante de dois
corações.
Perdura a amizade
Num amor pelo outro,
E não a qualquer outro,
De ter a ansiedade
De partilhar
A autenticidade,
Que cada caminho já demarcado
Brota, mostrando a formosura
De algo outrora já destinado.
Uma continuidade
De amor, diferente…
Ousado no presente
Mas igual ao que tantos
Pedem à divindade,
E somos pedaços de um eloquente
Momento, que trouxe à vida
Uma história para sempre na dúvida
Mas escrita com a certeza,
De querer,
Ser,
A pura beleza.

Sem comentários:
Enviar um comentário