domingo, 8 de março de 2015

Silêncios

Há silêncios que dizem tanto,
E são, decerto, um encanto.
Instantes serenos
E mudos de som,
Pedaços intemporais pequenos,
São cantigas eternas de cumplicidade
Que me embraçam numa sinfonia
Autêntica, sinto a completude
Naquela dança soalheira
Ao final do dia.

Há silêncios que dizem tanto
Quando as palavras fogem aos lábios,
Momentos em que nada se diz
Porque nada há para dizer
Mas o silêncio faz sentido
E o espírito sente-se feliz,
Minutos que o coração não vai esquecer
Nem nunca será perdido
Com a célere vivência.


Há silêncios que dizem tanto
Quando as palavras estão no seu recanto,
Basta o sincero abraço
Na subtileza de um tempo e de um espaço
Que corre por aí,
Recordações mudas mas perpétuas,
Guardadas no seio das sete luas
E na memória do meu ânimo. 

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