Há silêncios
que dizem tanto,
E são,
decerto, um encanto.
Instantes
serenos
E mudos de
som,
Pedaços
intemporais pequenos,
São cantigas
eternas de cumplicidade
Que me
embraçam numa sinfonia
Autêntica,
sinto a completude
Naquela
dança soalheira
Ao final do
dia.
Há silêncios
que dizem tanto
Quando as
palavras fogem aos lábios,
Momentos em
que nada se diz
Porque nada
há para dizer
Mas o silêncio
faz sentido
E o espírito
sente-se feliz,
Minutos que
o coração não vai esquecer
Nem nunca
será perdido
Com a célere
vivência.
Há silêncios
que dizem tanto
Quando as
palavras estão no seu recanto,
Basta o
sincero abraço
Na subtileza
de um tempo e de um espaço
Que corre
por aí,
Recordações
mudas mas perpétuas,
Guardadas no
seio das sete luas
E na memória
do meu ânimo.

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