Amanhã
voltas, pode ser?
Ao
fundo vejo uma plácida coluna
De
réstias de sol.
O
laranja sobrepunha-se ao azul do céu
E
os montes escondiam o teu fim.
Amanhã
voltas, pode ser?
Sereno
vai descendo,
Os
meus olhos o acompanham,
Imóvel
de vida, fico assim,
E
presa na intimidade
De
estar contigo em mim,
Num
instante, em que sou só eu a ler-me,
De
traz para a frente
Enquanto
ficas comigo
A
tentarmos juntos entender.
A
cor dissipa-se
E
eu com ela.
Não
há beleza que me torne tão eu como esta
Nem
tão pouco tão serena.
Algo
que me traz o tudo que nunca trouxeste
E
o nada que tão bem sabes escrever
Mas
não digo.
Voltas
amanhã, sim?
Ao
fundo uma árvore,
Sozinha,
Mas
tão minha,
Tão
pacífica numa multidão
Que
grita sem voz
Porque
num nós
Perdido
por aí
Fico
agora só eu
Nesta
dança que traz a noite.
O
ébano ganha vida
E
o brilho do dia
Escurece-me
as palavras
Desta
poesia,
Numa
luz agora ténue
De
um dia pleno de verão.
Por
ti nada mais que escuridão,
Nada
mais que nada
Porque
o teu fim
Traz
em mim
A
discrepância da noite
Por
isso,
Amanhã
voltas, pode ser?

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