O dia virou
noite.
E o sol? Esse
nunca mais nasceu
Em mim.
Na penumbra
ouvia os gritos mudos
De quem tudo
perdeu
Mas na verdade,
tudo ganhou.
Porque na
incerteza do que seria
Encontrei a
certeza de que o destino não é cruel
E nasce
poesia.
As lágrimas
não podem ser mais negras,
Iguais à cor
do céu que me sobrepõem,
Mas neste
coração há regras
Que me
compõem
De verdades
e realidades
De ternuras e
felicidades
De tudo o
que prezo
Para voltar,
um dia, a ser eu
E não este
estado que desprezo.
Fiz rimas em
papel gasto, de choros
E embalos na
madrugada,
Escrevi
sobre a tristeza que chegou pela estrada
De uma vida,
agora, perdida de olhar,
Na tentativa
fugaz de ultrapassar
Esta dor de
sentinela.
Mas falhei.
E só o
destino, imune a charadas,
Me traria a
luz tremeluzente
Mas
suficiente
Para me
encher a mente
De ti, de
carinho, de cumplicidade.
De tudo o
que acontece em mim em ti.
Porque
chegaste e mostraste
Que uma
pitada de simplicidade
Misturada com
ternura
É a melhor cura.
Ora tu desmitificasses
Todo este
rebuliço
Que outrora
esteve desalinhado
Mas por
ordem do coração
Brotou em certeza,
E talvez, e só talvez
Surja uma realidade aprazível
Surja uma realidade aprazível
Um dia vir a
Ser.
Agora virei
a página e hoje escrevo,
Somente, sobre
o que me faz feliz.

Sem comentários:
Enviar um comentário