Vou
juntar os pedaços
Que
deixaste severamente estilhaçados
No
chão, sem alma nem espaços,
Sem
maneiras, só enganos e amores falsos.
Vou
pegar os pedaços um a um,
Bocados meus que abandonaste ao vento
E
colar na essência de mim. Todos, expecto algum
Que
traga ainda qualquer sentimento
Agarrado,
Aos
tempos do passado.
Passado.
Vou
colar a essência de mim
Que
deixaste perdida no escuro,
E
plantar um jardim, onde enfim
Trago
o melhor deste fim.
Vou
render-me ao mistério
De
me redescobrir,
E
sozinha esquecer, aquele riso contigo sério,
Uma
história, um verdadeiro sentir
De
mágoas que ficam e outras que vão
De
um tudo e de um nada
Que
foi despedaçado, impiedoso coração.
Sonhos?
Somente esquecer
O
agora tormento de te ter conhecido
E
me teres trazido
A
solidão na tristeza de um dia ter sido
O
teu abrigo
Nos
dias de tempestade.
Reina
há minha volta a mistura da saudade,
Do
que foi e não estava destinado ser,
Da
desilusão de um dia acreditar e nunca ver
Mas
sigo,
Com
a certeza de que cá dentro sobra a liberdade
E
um fio de esperança
No
tumulto que se faz sentir em tudo o que sou.

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